sábado, 18 de outubro de 2014

Adeus fraldas

Há algum tempo eu descobri que a maternidade é a melhor forma de pagar a língua. Durante muito tempo eu dizia, e ainda posso ouvir os nítidos ecos de minha voz: -" Filho meu desfralda com 1 ano de idade, nada de menino ficar andando feito um pato com fraldão". Nem preciso dizer que escrevi isso em uma cartinha, joguei para o alto e cai em cheio da minha testa.
Nico fez um ano e claro, não estava nem passando pela nossa cabeça um desfralde, como desfraldar um menino que não fala? Nico fez dois anos, como desfraldar um menino que não sabe o que fala? Nico estava prestes a fazer três anos, como desfraldar um menino que morre de medo do penico?
Claro que ser mãe é viver em uma cobrança eterna, quando Nico ultrapassou a casinha dos dois anos eu comecei a me questionar, e foram várias tentativas falhas para tirar essa fralda. Mas todos os sinais estavam diante de mim, o menino não estava pronto, mas em alguns momentos EU queria que estivesse.
Nico não sentava de forma alguma no penico, no redutor de assento, no vaso, sequer topava fazer xixi no mato, se escondia quando queria fazer cocô e nunca se incomodava em ficar com a fralda suja. Não demonstrava nenhum sinal de que estaria pronto para o desfralde, se fizesse xixi no chão, continuava brincando com normalidade.  Até que eu decidi jogar a toalha e seguir o fluxo do rio, deixei as cobranças alheias, inclusive as minhas de lado e segui em frente.
Se por um lado eu me preocupava pelo fato do Nico estar chegando aos 3 anos usando fralda, por outro eu também me preocupava com os fatores negativos do desfralde em crianças que não estejam preparadas para ele, como intestino preso e/ou encoprese. O controle dos esfíncteres não tem nuances somente fisiológicas, mas existem diversos fatores emocionais atuando em conjunto e para que o desfralde seja de fato pacifico todos estes fatores precisam estar em completa harmonia.
 
Em busca de algumas respostas para acalmar o coração sempre preocupado de mãe, encontrei uma fala de Fraçoise Dolto "a criança se desfralda sozinha".
A partir dali a conversa foi outra, deixei o penico no banheiro dele e sempre oferecia "-Nico vamos fazer o xixi no penico?" "está com vontade de fazer xixi, podemos usar o penico", a resposta era sempre negativa e eu agia com naturalidade. Até que aos poucos ele foi vagarosamente me mostrando que estava se preparando, antes não demostrava sequer vontade de fazer xixi, de repente quando estava peladinho e vinha a vontade de fazer xixi ou coco pedia para colocar a fralda, eu sempre oferecia o penico, mas ele sempre queria a fralda e tudo bem, vamos de fralda. " Fez xixi no chão? Tudo bem filho, acontece". Até que um dia a mágica se fez:
Nico: - Mamãe quero por a fraldinha
Eu: - Xixi ou cocô?
Nico: - Cocô
Eu: Você não quer fazer no penico? (Mostrando o penico)
Nico: Sim
 
Batemos palma, sorrimos, chorei, demos tchauzinho para o cocô, foi uma verdadeira festa.
E dali em diante o menino percebeu que podia, que havia crescido, que não havia motivo para ter medo, e que fazer no penico era muito mais legal.
Depois deste episódio o desfralde foi muito rápido, em poucos dias não pedia
 mais para usar fraldas, nem a noite e nem de dia. Desfraldou por que percebeu que era hora, a sua hora!
O desfralde sadio só acontece quando a criança tem condições físicas e emocionais para controlar o xixi e o cocô.
 
As consequências de um desfralde precoce são imprevisíveis, e os pais se cobram e são cobrados a efetuarem o desfralde cada vez mais cedo, como se uma competição imaginaria existisse, mas nunca devemos esquecer que a maior cobrança cai nos ombros da criança. Cada pessoa tem seu próprio tempo para crescer e se desenvolver, assim como cada bebê tem seu próprio tempo para nascer. Observar, auxiliar, acompanhar é muito mais sadio do que comandar e impor. Aceitar o tempo é a maior dadiva, é um segredo para todos os desafios da vida. Com sabedoria ouvimos o som do tempo e passamos a compreender o seus sinais.
 
Um abraço
 
Thaiane




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nana Nenê, e a mamãe vai pegar sim!

Essa semana está rolando nas mídias sociais uma imagem que supostamente foi publicada pela apresentadora e modelo Ana Hickman que está toda linda grávida do seu primogenito. A imagem era a capa do livro Nana Nenê o qual a apresentadora estaria lendo e gostando.
Muitas mães perguntando sobre o método e aqui eu faço uma breve abertura sobre o assunto.



Sou mãe, sou profissional, trabalho muito, cuido da casa, do marido, do filho e de muitos trabalhos, estudo e sim, eu me preocupei muito no tanto que minha vida mudaria após a chegada do Nico. Como seriam minhas noites de sono? Como ser uma boa mãe e ensinar meu filho a ser uma boa pessoa? E claro que diante dessas inquietações de um coração instintivo ainda adormecido, encontrei uma chuva de livros e textos de pessoas vendendo a solução dos meus problemas, e acalmando o coração de uma mãe que só quer e deseja o melhor para o seu filho. Foi assim que eu conheci o método nana nenê.
E olhando como ele era popularmente aceito e praticado na grande maioria dos lares, embora poucas pessoas saibam o nome desse método, o deixar chorar pra dormir é um conselho muito comum, oferecido a jovens mães que estão adentrando ao mundo da maternagem.
Por um tempo me deixei influenciar por esse livro, até que um dia eu ouvi: joga fora esse monte de livro e aprenda a ler o seu coração de mãe. E eu não só li como ouvi, um coração batendo a mil, e implorando para que eu pudesse sentir e me permitir entrar num mundo de fusão com uma criatura que crescia dentro de mim, e que acima de qualquer bem material, ele precisaria do meu calor, do meu abraço, do meu cheiro e do meu leite para crescer, e essa fusao não deveria acontecer somente em horário comercial. Depois dessa explosão instintiva dentro de mim, esse método perdeu todo o sentindo, e sim passou a ser cruel.

Neste berço, neste berço, dorme um anjo
Que se chama, que se chama, solidão.

Esse método que foi disseminado pelo Eduard Estivill e no mundo ocidental ganhou muitos adeptos, principalmente de pais, educadores e pediatras, pouco se preocupa com a individualidade da criança e mais uma vez propaga a separação de pais e filhos em idade precoce.


Eu sempre digo: duvide sempre de livros que tratam as crianças como um produto adestrável. Como uma receita de bolo e a promessa de noites de sono e saídas em restaurantes com o máximo de conforto e tranquilidade.
O livro em questão aborda o condicionamento da criança para dormir a noite toda. Os pai
s devem levar a criança ao berço, explicar amorosamente (como se ela tivesse condições entender as palavras tendo meses de idade) que o papai e a mãmae gostam muito dela, e que estão a ensinar a dormir sozinha. Vai ficar aqui no quarto com o bonequinho. 
E daí pra frente NÃO pode ter contato fisico com a criança, a menos que ela vomite ( o que é normal com esse método) ou esteja com a fralda suja, enfim, ao menos que seja necessário diante da ótica fisica. A criança pode chorar por mais de duas horas, mas os pais não devem atender ao seu choro a pegando no colo, até que por milagre a criança passa a dormir depois de alguns dias. Milagre para os pais, resignação para o filho, que nao aprendeu a dormir, mas sim aprendeu que não adianta chorar, pois seu choro não será atendido.

Não preciso nem comentar que esse método não leva sequer em consideração que as crianças passam por estirões de crescimento, que mudam seu padrão de sono, causam irritação e fazem com que a criança demande mais atenção de seus pais por um periodo relativamente curto de tempo. Ou seja esse método terá de ser aplicado em várias ocasiões.
Uma viagem que tire a criança da rotina, uma doença, uma perda, qualquer coisa, lá se inicia o método novamente


Se Charles Darwin estivesse vivo quando esse método foi disseminado,provavelmente teria tido um AVC ao ver anos e anos de evolução indo para o mundo do esquecimento e do antiquado. O bebê chora simplesmente porque ele precisa chorar. Ele precisa chorar porque ele carrega dentro de si o legado da continuidade de sua comunidade, ele carrega o legado da sobrevivência de sua espécie. E para sobreviver, uma vez que nasce tão imaturo, ele precisa de cuidado continuo. Há milhares de anos os bebês que não chorassem seriam devorados por predadores, torrariam ao sol, seriam picados por formigas e ficariam seriamente machucados e até mesmo mortos. Sua única arma contra as adversidades da vida era o choro. Por outro lado, a mãe que não se sentisse incomodada/tentada a atender prontamente seu choro, dificilmente passaria seus genes para frente. Durante milhares de anos a natureza se propos a aperfeiçoar os mecanismos de sobrevivência, fazendo com que os bebês utilizassem sua arma mais poderosa, o choro, para estar sempre perto de suas mães, e que suas mães não resistissem a essa arma, ao ponto de ser insuportavel ouvir a cria chorando e nao ser atendida.
Quando alguém diz que se deve deixar o bebê chorar, está sambando e cuspindo na evolução de sua própria espécie.

Em nosso ocidente a puericultura prega cada vez mais precocemente a separaçao emocional e fisica de mães e bebês. Olhem como nossos filhos sao recebidos nas maternidades? Meros produtos institucionais, que ficam em choro conjunto em berçarios, cada bebê com sua própria solidão, e suas mães sedadas se recuperando do nascimento que muitas vezes nem chegaram a ver e a viver. As recomendações de profissionais e familiares é para que o bebê permaneça a maior parte do tempo em carrinho, berço, moisés, e qualquer outro lugar menos no colo para não acostumar demasiadamente ao lugar em que ficou constantemente por 9 meses. 


Inclusive nos países em que mais se aplica esse método, menos as crianças são amamentadas, e o número de crianças que utilizam chupetas é bem maior. O autor esqueceu deste detalhe, as crianças mamam, e mamam de madrugada também, e é impossivel amamentar ao seio sem pegar no colo. E esqueceu que a prolactina, hormônio responsavel pela produçao de leite, encontra-se em alta dosagem durante a madrugada, e por isso é importante amamentar em livre demanda, inclusive de madrugada.

Se eu pudesse dar um conselho a Ana Hickman eu diria: esse livro é bom para peso de porta e alimento de fogueira.

Se eu pudesse dar um conselho a todas as mães eu diria: Joguem fora os livros e leiam seus próprios corações instintivos de mães. Se mesmo assim precisarem de um auxilio nesse longo caminho da maternagem, procurem por livros que ajudem a entender quem é este pequeno ser que se sente seguro em seu colo, e não aqueles que te oferecem uma receita para a solução dos seus medos e inquietações!

"E dentro dela existe uma fera, que nasceu junto de sua cria, que foi descoberta no exato momento em que ouviu o primeiro choro, que não adormecerá jamais, desde que descoberta sua existência"

Beijo em todos!

Thaiane









segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Fraldas de Pano Modernas Mamãe Sunny

É com muito orgulho e alegria que anuncio as Fraldas de Pano Modernas da Mamãe Sunny, produzidas no Brasil, com materias importados de altissima qualidade. São fraldas confeccionadas em pul em sua camada exterior que é impermeavel, e respiravel e não esquenta, e internamente apresentam camada sempre seca em microfleece, suedine ou micro pique, que são absorventes e deixam o bebê sempre sequinho.  Cada fralda acompanha dois absorventes de microfibra!

Para saber mais sobre a fralda consulta esta postagem minha aqui no blog, com dicas de lavagens e materiais!

Quem tiver interesse em adquirir por favor envie mensagem para tsguerra@gmail.com
Em breve terá um site prontinho!

Abraços

Thaiane














sábado, 19 de outubro de 2013

Sling - Função e posições básicas - G&M na TV#2




Foi com muito prazer que dei esta entrevista a lindona Flávia Maciel moderadora do Grupo virtual Gravidinhas e Mãezinhas, a entevista foi muito boa e não deixem de ver as diferentes amarrações que eu ensino no vídeo.
Quem quiser entrar em contato para tirar dúvidas e conversar a respeito, coloco-me a disposição
Beijo grande
Thaiane

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Independência de que?

Acompanhando o tema do post anterior (aqui) há um assunto que me faz perder alguns momentos do dia, e como sou coruja, alguns muitos momentos da noite, rs.
O tema de hoje é a busca enfurecida da puericultura ocidental pela tão sonhada independência das crianças.

Não é loucura comparar que para nossa sociedade o que é bom dura pouco, não dói, não cansa e não exige muito de nós. Sempre há um caminho do meio. Por conseguinte parto bom é parto rápido e indolor, se o parto levou 30 horas logicamente foi uma tragédia. A criação dos filhos segue a mesma linha, tanto é que podemos ver diariamente a abundância de softwares, produtos, e ítens adultos cada vez mais adulterados em prol de alcançar o mundo infantil. Há inclusive produtos que em nossa cabeça fazem parte da infância, como os doces, quanto mais cores e brilhos e açucar mais propício para a infância, será mesmo?

Bom, voltando ao assunto, hoje quero compartilhar meus devaneios quanto a tal da independência.
Seguindo a linha de raciocínio que eu coloquei acima sobre o que é bom dura pouco e não dói, temos que a qualidade da maternagem está diretamente relacionada a independência dos filhos. Como mãe posso falar, nós comparamos sim nossos filhos com os filhos dos outros, alguns comparam menos e outros mais, alguns sabem que comparar é algo totalmente desnecessário e conseguem ter controle dos pensamentos e sentimentos, outros não, e daí nasce a competição do mundo maternal. Competição essa que leva nada a lugar algum. 
Vejam a cena:
Duas mães se encontram no consultório pediatrico.
Uma mãe sorri para a outra, e juntas sorriem para as crianças
Mãe 1: - Que gracinha sua filha, quanto tempo ela tem?
Mãe 2: - Ah obrigada. Fala obrigada pra tia filha. Ela tem dois anos e meio.
Mãe 1: - Ah que legal, a mesma idade do meu filho. E aí, ela dorme a noite toda?
Mãe 2: - Nossa, acredita que ela sempre dormiu a noite toda?
Mãe 1 se sente uma má mãe pq seu filho acorda duas vezes para mamar.
Mãe 1: - Nossa meu filho tá dificil pra comer.
Mãe 2: - Nossa menina, ela parece o menino do comercial do brocólis? Eu coloco o prato na mesa e ela come sozinha.
Mãe 1 se sente um lixo de mãe
Mãe 2: - Com quanto tempo você desfraldou seu menino
Mãe 1: - Ele usa fralda ainda. (quando passa o bonde para as montanhas?)
Mãe 2 olha para a Mãe 1, muda o assunto com aquela cara de pena.
Mãe 1 volta para a casa se sentindo uma péssima mãe. Como dependente é seu filho.

Quem nunca passou por isso? Quem nunca foi mãe 1? Quem nunca foi Mãe 2?
E aí eu pergunto em algum ponto se mostrou detalhes da qualidade da maternagem? Quem é mais independente? Vamos para com esses assunto de qualidade de maternagem pq isso não é mensuravel.

Colquei a sitação acima, porque vejo muito a procura pela independência, as mães procuram sinais sólidos de sua influência positiva na vida dos filhos. Acredito que por ser os sentimentos subjetivos e pouco palpaveis a saúde emocional seja algo um pouco distante para as mães que procuram resultados concretos.
A criança independente dorme no berço? A criança independente come sozinha? A criança independente nao adormece no peito? A criança independente não faz birra? A criança independente senta sozinha e fica quieta no restaurante? A criança independente se higieniza sozinha?
E aí a pergunta que não quer calar, estamos falando de qual independência? Ou melhor a independência de quem?
  Sim, a criança pode ter condições de auto cuidado, e ficar sozinha, e dormir sozinha e ser uma criança independente. Mas a criança também pode ter suas necessidades de autocuidado, usar fralda, e precisar da presença de sua mãe ativamente e ser sim uma criança independente, apenas ainda não está no seu momento de realizar tarefas sozinhas, ou ainda não ter maturidade para tal. Algumas crianças alcançarão maturidade precocemente outras demorarão mais, mas acho que pouco falamos da independência emocional.
Nos prendemos demais analisando, e querendo fazer nossos filhos serem precoces, lutando contra inimigos imaginários e esquecemos que muito mais importante do que um desfralde as pressas com 1 ano de vida, é uma boa relação afetiva que conduzirá a um controle dos esfincteres mais eficaz e um desfralde a seu tempo. Mais importante é sanar as necessidades de uma criança, atender seu choro, oferecer-lhe o colo, permitir que explore o mundo, que conheça os ambientes, que conheça as pessoas, e permitir que evolua. Onde está a independência de uma criança que dorme sozinha a noite toda, porém não é permitida a liberdade de exploração?
E será que não estamos olhando num espelho e vendo nós mesmos? Será que a independência não é minha ao procurar loucamente que meu filho coma, durma, se higienize e se comporte sozinho? Será que os pais inconscientemente não procuram exageradamente pela própria independência?

E eu te digo, um dia seu filho irá sair das fraldas, irá comer sozinho, irá dormir sem o calor do peito ou sem ser embalado, irá ficar sozinho e até se comportar no restaurante. Não conheço nenhum adulto que receba comida na boca, estando em boas condições de saúde, então, todos os adultos são independentes? Não, não. Conheço adultos que moram sozinhos, que tem ótimos empregos com altos cargos, uma vida próspera e são dependentes, dependem de suas muletas emocionais. Dependem da opinião de outros, dos sentimentos de seus conjuges, do controle dos seus filhos, das amarras sociais, de um relação pouco afetiva com seus pais, etc.
Então vamos pensar na independência um pouco além do desfralde precoce? Sim, sei que esse é um dos primeiros passos na vida de um adulto, mas então vamos pensar na qualidade dessa independência, vamos pensar que para ser independente é preciso ter uma boa dependência primeiro. E não sei, não entendo o motivo de essa ser a maior preocupação das mães, pois com amor e afeto a independência virá, e virá tão rápido que mal poderemos acompanhar,

num piscar de olhos saem de nossas barrigas e no outros levantam voo, e a nós só nos resta acreditar que fizemos o melhor para este passarinho sempre a sua casa voltar.

Um abraço

Thaiane

 


sábado, 7 de setembro de 2013

A postura de chefe na criação dos filhos




Esses dias passando por uma grande de livraria me deparei com diversos livros que prometiam noites maravilhosas de sono, filhos bem educados, crianças que não fazem birras e mais uma enorme quantidade de promessas que deixam de lado toda a fisiologia do desenvolvimento normal e saudável de toda criança.
Voltei para a casa muito, muito pensativa com essas questões, com essas respostas milagrosas e a única coisa que nao sai de minha cabeça: estamos em busca do bebê ideal?

Atualmente eu faço parte de aproximadamente 40 grupos de discussao sobre maternidade nas redes sociais, grupos de todos os tipos, que discutem amenidades maternas, ecléticos, que fazem meus olhos arderem, que discutem valores, métodos, especificos, fechados, abertos, gerais, etc. Alguns participo ativamente, outros não, alguns leio bastante, alguns sempre me excluo e sempre me incluem, alguns aprendo muito e etc. E em todos os grupos de mãe o assunto birra, falta de limites, palmadas, etc, vai surgir em algum momento, assim como essas afirmativas, por sinal muito defendidas pro profissionais e opinólogos de plantão: 

" Diga NÃO bem firme e séria quando seu bebê estiver fazendo algo que não pode"

" Mostre quem manda na casa"

" A criança TEM que respeitar a hierarquia"

" As vezes falar somente não adianta, então vale umas palmadas. Mas espancar não"

Crítica como sempre fui e sou, sempre paro para pensar nisso tudo. Durante muito tempo eu acreditei nessas afirmativas, durante outros tempos eu me incomodei com isso, e hoje em outros tempos paro para refletir.
E a pergunta vem à ponta da lingua: Estamos falando NÃO demais para nossos filhos? Estamos falando NÃO demais para a vida?
O não funciona muito pouco diante das crianças e é pouco eficaz, mas antes que digam que estou tentando impor a verdadeira teoria do caos, vou abordar um pouco as questões baseadas na administração.

Eu comecei a estudar administração desde os tempos do ensino médio nas aulas de geografia e história, e mais tarde tive que aprofundar os estudos na faculdade, porém só fui dar o devido valor a estas teorias quando me vi perdida e enlouquecida no ambiente de trabalho, onde as relações pessoais e profissionais eram decadentes, e a estrutura organizacional totalmente hierarquizada e pouco funcionante. E não preciso mencionar que este ambiente totalmente desorganizado e prejudicial me levou a inúmeras sessões de terapia e a vasta procura por literaturas. 
Trabalhar em hospitais é uma verdadeira prova de vida. Onde as relações tendem a ser hierarquizadas e as teorias de equipe multiprofissional funcionam muito bem no papel.

Quem já teve um CHEFE, no sentido próprio da palavra sabe o quão pode se tornar desafiante sair de casa e ir trabalhar. A figura do chefe é tida como uma figura de autoridade, já a do líder é tida como uma figura de orientação e motivação. 
Nas organizações empresariais o chefe é tido como aquele que usa de autoritarismo, coloca regras, tarefas e imposições, e seus subordinados são obrigados a seguirem suas ordens que nem sempre respeitam as necessidades especificas de cada um, demonstram inflexibilidade e pouca abertura ao dialogo.
Já o líder é tido como um orientador, motivador, que consegue compreender seu ambiente de trabalho e motiva as pessoas a atuarem de forma harmonica. As relaçoes são horizontais e se mostra aberto ao dialogo e sua postura é mais voltada a participação de todos.
A postura de chefia, tem proteção de sua hierarquia, onde pode agir com liberdade a sua própria maneira, não necessitando servir de exemplo, pois a ordem é: "faça o que eu mando". Nessas empresas o ambiente é tomado por descontentamento, desunião, falta de motivação e abandono de cargo, uma vez que poucos conseguem se manter em um ambiente negativo por muito tempo o que aumenta a rotatividade e diminui o bom funcionamento da empresa.
A postura de liderança já se reflete no exemplo do líder, o que demanda tempo e paciencia e habilidades pessoais para contornar situações desagradaveis e desafiadoras do ambiente de trabalho. Não conta com a proteção hierarquica, pois normalmente a relação horizontal é mais valorizada, portanto está mais exposto a críticas e também a elogios e a soluções compartilhadas de problemas. O ambiente de trabalho costuma ser mais harmonico, motivador e menos estressante, e o índice de absenteismo é menor.

Mas o que tem haver as relações do ambiente de trabalho com a criança de filhos?? Tem tudo haver!
Se o funcionário motivado trabalha melhor, uma criança motivada também ira se desenvolver melhor.
É muito mais fácil sentar na cadeira e dar ordens, ser impaciente por estar preocupado com os ganhos, despesas e trabalho a ser feito e todas as preocupaçoes de um chefe, sem levar em conta os meios, só pensando no fim, e sem ter uma visão muito clara do futuro, onde a preocupação maior é a imediata, é a tarefa. Assumir a posição de liderança exige tempo, paciência, perseverança e jogo de cintura. Para resolver problemas muitas vezes necessitará um grande mergulho em si mesmo e o reconhecimento de estruturas emocionais dolorosas, como motivar se está desmotivado?

Assim fazemos diariamente com nossos filhos. Temos inúmeros desafios em nosso cotidiano, chegamos em casa cansados pelo trabalho, e o jantar precisa ser feito, a casa precisa de cuidados, e ainda precisamos dar banho, ajudar na liçao de casa, botar para dormir, etc, etc, etc.
Daí acabamos não dando atenção devida, e nossos filhos nos respondem a altura, com impaciencia, com a birra. A birra nada mais do que a demonstração de um descontentamento, que nem sempre é devido a taça de cristal proibida, na grande maioria das vezes é pela atenção não recebida, e a taça de cristal é somente a materialização desse desejo frustrado.
É mais fácil dizer:
- Fulano, NÃO pegue a taça de cristal. Já falei pra vc que não poder mexer aqui.
E a criança responde pegando a taça olhando diretamente nos olhos da mãe como se a desafiasse, ou se coloca no chão em choro sentido.
Não seria melhor dizer:
- Fulano, eu sei que vc quer atenção e nesse momento estou tão cansada e não estou dando o que vc merece. Na sua idade eu também gostava de brincar com coisas que quebram, mas se a taça quebrar onde iremos tomar o suco de laranja gostoso? Mamãe tem que fazer o jantar vc não quer vir brincar na cozinha com os potinhos?
Cadê o NÃO??? Cada vez mais me convenço que falamos NÃO demais, que limitamos demais, que damos atenção de menos e não lideramos nossa casa, nós a chefiamos.
Nossos filhos são criados em um hierarquia verticalizada onde não é permitido questionamentos, onde não é permitido que se expressem, que chorem, onde precisam andar em cascas de ovos, onde devem muito e podem pouco. Queremos filhos educados? Que se sentem na mesa de um restaurante e se comporte? Queremos filhos perfeitos? Mas somos perfeitos? Somos pais perfeitos? 

Precisamos pensar em relações saudaveis e não em quem manda na casa, se oferecermos respeito e amor aos nossos filhos, eles nos retornarão respeito e amor. Colocaremos em nossa casa a harmonia, o dialogo. Precisamos de tempo, precisamos de jogo de cintura e sabedoria. Criar filhos é um grande mergulho interior, precisamos trabalhar sujeiras que teimamos em jogar debaixo do tapete, e isso não é facil, e por vezes é doloroso, porém é necessário.

Espero dizer menos NÃO ao meu filho, e dizer mais SIM à vida. Não preciso ensinar meu filho quem manda na casa, eu preciso amá-lo e motivá-lo a ser uma boa pessoa, e isso só tem um caminho, o exemplo.

Beijo em todos

Thaiane!






domingo, 16 de junho de 2013

A escolha pelo parto domiciliar.

Faz um tempo que eu gostaria de escrever sobre os motivos que me levaram a dar a luz ao meu filho Nico no aconchego de minha casa.
Vejo que há muita falta de informação sobre o tema, e por conta disso muitos artigos rolando na internet, na mídia, muitas opiniões divergentes, mas aqui eu vou colocar o que me levou a tomar a decisão de não querer ir para o hospital nesse momento tão único e sagrado em minha vida.
Uma coisa que me deixa um pouco irritada é a tal fala de que parto domiciliar é modismo, pra falar a verdade quando eu escuto isso a conversa pra mim já se dá por encerrada, primeiro porque moda é tendência, é aquilo que está em alta, e a alta no Brasil é cesariana com mais de 80% no setor privado, segundo é que eu duvido muito que uma mulher que quer um parto domiciliar por achar bonitinho sustente essa opinião até o final da gestação diante da pressão de nossa sociedade e principalmente dos profissionais de saúde, dos medos impostos e valores culturais presentes em nosso meio. Um parto domiciliar no Brasil exige muito mais do que querer, exige um processo de mudança interior muito complexo, uma vez que vivemos em uma sociedade tecnicista e medicalizada, onde o parto deixou de ser um evento fisiólogico e muitos medos inundam os sentimentos das mulheres.

Eu me lembro do primeiro parto que acompanhei na minha vida, na época eu tinha 18 anos e estava no segundo ano da faculdade. Foi um parto rápido (quinto filho), mas não deixou de ter um Kristeller (empurrar a barriga da mulher), um "mãezinha não grita, senão o bebê não nasce". Quando o bebê nasceu eu olhei para as duas amigas que estavam na sala comigo e ambas estavam chorando e dizendo que era lindo, emocionante. Não posso deixar de concordar que o nascimento independente da via de parto é lindo e deve ser celebrado com muita alegria, e assim eu fiz, fiquei feliz, dei um abraço na mãe, e fiquei com aquela boa sensação de quando um bebê acaba de nascer, mas algo lá dentro me dizia que aquilo não era pra mim. Depois de nascer e dar uma passada pelo colo da mãe o bebê foi levado para os procedimentos rotineiros, que inclui aspiração de vias aéreas, colírio de nitrato de prata nos olhos, vitamina k injetavel, vacina contra hepatite B, pesar, medir, auscultar, colher impressão plantar para declaração de nascido vivo, etc, etc. E depois como era um hospital amigo da criança ele seguia com a mãe, caso estivesse bem, para o alojamento conjunto. YES!
Depois desse parto eu fui assistir a uma cesariana e também fui inundada de um sentimento profundo de felicidade quando ouvi o choro da criança, mas aquela sensação de que o nascimento não era algo pacifico. 
Com o tempo pude ir acompanhando vários nascimentos, e aprendendo mais e mais a realizar os procedimentos e cada vez mais me acostumando com eles, e menos questionando tudo aquilo, afinal estava no livro, na aula, na fala do professor. Mas um sentimento estranho que naquela época eu não entendia, não conseguia sequer falar sobre ele, e acredito que não sabia sequer que ele existia. Afinal aquilo tudo era o que eu aprendi, e pra mim o grande problema era o fato de minha paixão ser as salas de urgências e não as de parto. Quem me conhece daquela época hoje se assusta com meu interesse imenso por parto, gravidez e maternidade. A Thaiane emergencialista ainda vive em mim, mas agora a sala de urgência e aquele típico cheiro de sangue misturado com alcool não me chamam tanto a atenção quanto um bebê nascendo respeitosamente.
Tudo começou a mudar bem antes de passar por mim a vontade de engravidar, bem antes da Gisele Bundchen ter seu parto domiciliar sem ambulância na porta. Um dia navegando na internet eu li uma matéria bem simples, mas ali estava "parto domiciliar". Eu arrepiei, e não acreditava naquilo, que absurdo, como uma mulher podia ser tão louca e irresponsável com a própria vida e com o bebê, como assim??? Como todas as respostas eu encontro pesquisando, fui atrás, e comecei a ver que essas loucas mulheres, de loucas não tinham nada, mas tinham bastante informação e muita força para lutar pelos direitos e assumir responsabilidades pela própria vida. Mas ainda não estava convencida, afinal experiências pessoais são únicas e só dizem respeito a pessoa que viveu. Posso eu viver uma mesma experiência que outros e ter sensações e aprendizados totalmente diferentes. Daí comecei a busca por evidências científicas, e comecei nesse processo a dar nome aquele sentimento que sempre que eu acompanhava um nascimento inundava o meu coração, e esse sentimento era de violência. O nascimento pra mim era e é violento em muitos casos.

Moro em Ribeirão Preto e dados de 2011 mostram que nossa taxa de cesarea foi 61,84% de cesarianas e esses numeros são crescentes a cada ano. Nesta cidade contamos com uma maternidade privada muito conhecida mas que tem altas taxas de cesariana, bebê é separado precocemente da mãe e vai para o berçario, e muitos ainda recebem mamadeira com fórmula artifical.
Parto aqui em Ribeirão, independente do local é em posição de litotomia, posição esta não recomendada, pois dificulta o trabalho de parto, e só é boa pra quem assiste o parto, pois fica mais fácil para realizar procedimentos que na maioria das vezes são desnecessários, porém são realizados rotineiramente. 
Eu queria um parto vertical, pois amplia o diâmetro da bacia o que facilita o nascimento, evita compressão de veia cava e coloca a mulher no poder do nascimento do próprio filho. A posição litotômica com a perna da mulher amarrada é uma agressão, e não tem respaldo cientifico que a justifique. 
Eu queria liberdade de movimento, liberdade de expressão, liberdade para poder ser quem eu sou, e fazer o que quiser, comer, dançar, gritar, chorar, sorrir, dizer que não vou aguentar sabendo que TODOS os envolvidos estariam ali diante de mim acreditando que eu iria aguentar sim, sabendo que TODOS os envolvidos não se incomodariam com minha nudez, com meus gritos, uivos, com o mergulho em minha inconsciência, sabendo que meu marido ficaria comigo o tempo todo, que minha doula estaria ali pra segurar minha mão, e sabendo que o tocólogo do meu parto estaria totalmente íntegro e disposto a ficar comigo pelo tempo que fosse, acreditando em mim, não me fazendo procedimentos desnecessários que colocariam em risco a minha vida e a do meu filho, e que estaria todo o tempo ali, em silêncio, do meu lado, me olhando, INVISIVELMENTE me acompanhando. 
Eu não queria nenhum procedimento desnecessário, eu não queria ser cortada, eu não queria ninguém dizendo pra mim o que eu deveria ou não fazer, eu não queria ninguém falando da novela no momento do nascimento, eu não queria ninguém achando que sabe mais sobre o meu corpo do que eu, eu não queria ninguém duvidando de mim. Eu não queria nenhum apressado querendo conduzir meu trabalho de parto com ocitócitos que aumentariam minhas chances de parto instrumental e sofrimento fetal, eu não queria pressa, eu queria paz, calor, silêncio. 
Eu queria poder curtir cada momento do meu parto, cada sensação, cada dor. Eu queria poder toca-lo antes de nascer, acaricia-lo ainda dentro de mim, sorrir e cantar pra ele, ou ficar em silêncio e sentir sua chegada. Eu queria estar acordada, queria participar de cada segundo.
Eu queria que meu filho viesse para os meus braços, sem pressa, queria poder namora-lo, queria poder me apresentar a ele, queria amamenta-lo assim que nascesse, que o cordão umbilical não fosse cortado imediatamente após o nascimento para que ele pudesse transicionar para a vida respiratória com tranquilidade, eu queria intimidade, respeito. Assim como não queria procedimentos desnecessários em mim eu não queria nele, principalmente nele. 
Não queria que ele fosse aspirado sem necessidade.
Não queria que seus olhos entrassem em contato com o colírio de nitrato de prata que é caustico, provoca conjuntivite química e dificulta a visão do bebê em um momento em que o olho no olho é tão importante. O método Credé é recomendado inclusive pelo Ministério da Saúde para evitar oftalmia gonocócica porém a eritromicina apresenta efeitos mais amplos e menos prejudiciais. 
Não queria que dessem a ele vacina de Hepatite B na hora do nascimento. Eu optei por dar vitamina K oral e não injetável. Não queria que o lavassem, eu só queria que ele ficasse comigo, caso ele nascesse em condiçoes para isso.

Mas a quem recorrer? Aí eu vi o grande despreparo dos profissionais de saúde cuja formação evidencia muitos atrasos, muito conservadorismo, muita falta de informação de qualidade. Vi que nossas instituições carecem de melhorias, seus protocolos coisificam seus clientes, os fazem perder a voz, perder a individualidade. E como perder a individualidade em processo tão íntimo, de origem sexual e de grande importância na vida de uma família?
Como aceitar que meu filho ao nascer fosse para um berçario receber fórmula artificial, receber todos os procedimentos sendo a maioria desnecessários? Como ter consciência disso tudo e me calar diante do nascimento do meu filho? Como ir para o hospital sabendo que lá eu teria um parto horizontal e que isso aumentaria as chances de um desfecho ruim? Como ir pra lá sabendo que as minhas chances de ter um parto fisiológico seriam mínimas e que isso diminuiria minhas chances de ter um nascimento satisfatório?

Havia duas alternativas ir para São Carlos  e ter meu bebê em uma suíte PPP (pré, parto, pós parto) dentro do hospital, ou dar a luz em casa. Eu fiquei com a segunda opção.

Eu tinha MEDO de ir para o hospital, muito medo. 
Mas não tinha medo de dar a luz em casa??
Sim, também faço parte de uma cultura pró-cesarea. Nasci de uma cesariana, e cresci ouvindo histórias ruins de partos normais, mas a informação de qualidade sempre foi uma grande aliada minha. Em minha vida não cabe espaço para achismos, eu sempre quero saber a verdade, eu sempre quero a melhor evidência. Hoje nós procuramos mais informações para comprar uma geladeira do que para ter um parto respeitado e sobre tantos assunto do universo maternal e do nosso cotidiano, infelizmente.

Parto domiciliar é seguro e isso é o que aponta vários estudos. O parto domiciliar só é indicado para gestações de baixo risco, onde a mãe e os bebês estão bem, o bebê está cefálico, e não é gestação gemelar. E temos vários estudos demonstrando que em gestações de baixo risco o parto domiciliar não ocasiona aumento da morbimortalidade materna e neonatal, sendo que estes índices são semelhantes tanto para hospitais quantos para nascimentos em domícilio, sendo um pouco menores nestes.
Em um estudo publicado em 2009 no British Journal of Obstetrics and Gynecology concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas (por isso eu reforço a importância de uma assistência de qualidade) e um bom sistema de referência e transporte.  http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0

Vou deixar aqui outros artigos que falam sobre o parto domiciliar e sobre a atuação de enfermeiras obstetras.

Não luto para que todas as mulheres tenham seus filhos em casa, acredito que esta seja uma opção para aquelas mulheres que realmente queiram ter essa vivência. Luto para que todas mulheres possam ter o direto de escolha e serem respeitada por qualquer que seja esta escolha. Luto para que as mulheres não precisem fugir do hospital simplesmente por não terem alternativa que é o que acontece na maioria das cidades brasileiras. Luto para que as mulheres possam ter partos respeitados dentro do ambiente hospitalar. Luto pelo direito de escolha, e pelo respeito ao nascimento. E essa luta vem se tornando a de muita gente.

Um grande abraço

Thaiane

"Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer" Michel Odent